cotação hoje

Cotação do dólar, euro, libra e bitcoin hoje

Valor de compra e venda das principais moedas em relação ao real, com a variação do dia, o gráfico dos últimos 30 dias e um conversor que responde na hora, sem recarregar a página.

Última atualização: 13/10/2026 às 03:17 (horário de Brasília) · Fonte: Currency API, Binance

Cotações de hoje

Outras moedas

Cotações de referência para as moedas que completam a tabela de câmbio de hoje. Moeda sem cotação no momento aparece marcada, em vez de desaparecer da lista.

Cotações das outras moedas em relação ao real
MoedaCompra
Dólar Canadense CAD/BRLBaixa de -0,01%R$ 3,50
Dólar Australiano AUD/BRLBaixa de -0,15%R$ 3,48
Franco Suíço CHF/BRLBaixa de -0,10%R$ 6,00
Iene Japonês JPY/BRLBaixa de -0,04%R$ 0,0315
Yuan Chinês CNY/BRLAlta de +0,12%R$ 0,7453
Peso Argentino ARS/BRLAlta de +0,09%R$ 0,003289
Peso Chileno CLP/BRLAlta de +0,05%R$ 0,005108
Ethereum ETH/BRLBaixa de -1,40%R$ 12.651,87

Fonte: Currency API · Binance

Conversor de moedas

Converta entre o real e 12 moedas usando as cotações de compra já carregadas nesta página. O cálculo é instantâneo e não faz nenhuma requisição.

R$ 4,99

1 USD = R$ 4,99

Cálculo com as cotações de compra já carregadas nesta página, sem novas requisições. É uma estimativa de referência: não inclui spread, IOF nem tarifas da instituição.

Como funciona o mercado de câmbio

O mercado de câmbio, conhecido como Forex, é onde uma moeda é trocada por outra. Ele não tem sede nem pregão único: funciona como uma rede entre bancos, corretoras, empresas e bancos centrais, em praticamente todos os fusos horários, de domingo à noite ao fim da tarde de sexta-feira em Brasília.

É o maior mercado financeiro do mundo em volume negociado, e também o mais sensível. Uma decisão de juros, um dado de emprego, um anúncio de política fiscal ou um movimento em commodities atravessam o preço de uma moeda em segundos, porque a formação de preço depende basicamente de oferta e procura — sem leilão de abertura, sem limite de oscilação e sem fechamento intradiário para recompor.

O que move a cotação do dólar no Brasil

Quatro forças explicam a maior parte do movimento do dólar frente ao real. Elas aparecem em combinação, e é por isso que prever câmbio é tarefa para quem aceita errar com frequência.

  • Diferencial de juros. Juros brasileiros altos em relação aos americanos tornam aplicações em real mais atraentes. Isso atrai capital estrangeiro, aumenta a oferta de dólares e tende a valorizar o real. Quando o diferencial encolhe ou a expectativa de corte de juros aumenta, o movimento se inverte.
  • Preço das commodities. Soja, minério de ferro, petróleo e carne são vendidos em dólar. Quando esses preços sobem, entram mais dólares no país pelo comércio exterior, e o real costuma se beneficiar.
  • Risco fiscal e institucional. Quanto maior a incerteza sobre as contas públicas e sobre as regras do jogo, maior a desconfiança do investidor estrangeiro e maior o prêmio exigido para manter dinheiro no Brasil.
  • Apetite global por risco. Em momentos de estresse internacional, o dinheiro procura ativos considerados seguros — sobretudo o próprio dólar. O movimento atinge quase todas as moedas emergentes ao mesmo tempo, não só o real.

Como ler uma cotação: compra, venda, variação e máxima

Toda cotação desta página tem os mesmos componentes, e entender cada um evita comparação injusta entre instituições. Compra é o preço de referência para quem quer vender moeda estrangeira; venda é o preço de referência para quem quer comprar. A diferença entre os dois, chamada de spread, é a remuneração de quem intermedeia a operação.

A variação mostra o quanto o preço mudou desde o fechamento anterior, em reais e em percentual — é ela que responde à pergunta “o dólar subiu hoje?”. Já máxima e mínima delimitam o intervalo em que a moeda operou no dia: um valor baixo depois de uma máxima alta conta uma história diferente de um valor estável ao longo de todo o pregão.

Os números desta página são cotações de referência do mercado à vista. Casa de câmbio, banco e cartão aplicam spread próprio, e o IOF incide sobre a operação — por isso o valor que aparece na sua fatura nunca é exatamente igual ao desta tabela.

Dólar futuro e mini dólar na B3

Além do mercado à vista, onde a moeda é trocada na hora, o Brasil tem um mercado futuro de dólar estruturado na B3. Nele, duas partes fecham hoje um preço para liquidar em uma data futura, o que permite a empresas e investidores travar o câmbio de um pagamento ou de uma receita prevista.

Contrato futuro de dólar

O contrato tradicional da B3 é o dólar cheio, que representa um lote de 50 mil dólares. É o instrumento preferido de empresas, bancos e investidores institucionais, pela liquidez elevada e pelo ajuste diário confiável.

Mini dólar

Para o investidor pessoa física existe o mini contrato de dólar, com lotes de 10 mil dólares. O tamanho menor reduz a exposição financeira de cada contrato e permite operar com capital mais baixo — o que, combinado com a alavancagem, também torna o risco proporcionalmente relevante.

Ajuste diário

No fim de cada dia, a B3 recalcula o preço do contrato com base na variação do dólar e credita ou debita a diferença na conta de quem opera. Esse ajuste diário evita que perdas se acumulem por semanas: a margem é ajustada gradualmente, todo dia.

Entre as vantagens do mercado futuro estão a proteção contra oscilações, a liquidez e a possibilidade de alavancagem. Entre os riscos estão justamente a alavancagem — que amplia perdas na mesma medida em que amplia ganhos —, as oscilações inesperadas e a necessidade de estudar o funcionamento da margem antes de operar qualquer contrato.

O real brasileiro desde 1994

O real é a moeda oficial do Brasil desde julho de 1994, quando substituiu o cruzeiro real no Plano Real. Foi a primeira moeda brasileira em décadas a conseguir interromper um ciclo de inflação alta, e sua história desde então é dividida em fases: câmbio administrado com bandas, flutuação suja a partir de 1999 e, na prática, flutuação livre com intervenções pontuais do Banco Central em momentos de disfunção de mercado.

Como o país exporta commodities e importa bens de maior valor agregado, o nível do câmbio interessa a lados opostos da economia ao mesmo tempo: real mais fraco ajuda o exportador e pressiona a inflação; real mais forte barateia a importação e prejudica quem vende em dólar. Entender essa tensão ajuda a compreender por que o tema nunca sai de pauta.

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